segunda-feira, 23 de novembro de 2015

A HISTÓRIA DOS SURDOS



Até o século XV, as ideias vigentes sobre surdos e a surdez tinham conotações bastante negativas.
Na antiguidade, os surdos eram considerados seres castigados pelos deuses.
Para Aristóteles (384 – 322 a.C), as pessoas que nasciam surdas eram também mudas e, consequentemente, não falavam nenhuma palavra. Segundo Aristóteles, para atingir a consciência humana, tudo deveria penetrar por um dos órgãos do sentido, e ele considerava a audição a porta do canal mais importante do aprendizado. O veredito de Aristóteles de que os surdos não eram treináveis permaneceu por séculos sem ser questionado.
Já os Romanos diziam que os surdos que não falavam não tinham direito legais. Não podiam fazer testamento e precisavam de um curador para todos os seus negócios. Ate mesmo a igreja católica afirmava que sua alma não era imortal, porque eles eram incapazes de dizer sacramentos. 
Ainda em Roma, no século VI durante o reinado do imperador Justiniano, ele formulou o código Justiniano, esse código fazia distinção entre a surdez  e a mudez e ordenava a quem nascesse surdo e mudo não podiam fazer testamento nem receber herança. Mais se a pessoa nasceu ouvindo e perdeu a voz ou audição por doença ou acidente e já fosse educado podia realizar tudo que era proibido ao surdo mudo de nascença.
(Retirado do livro: O papel do outro na escrita de sujeitos surdos.  Ana Cristina Guarinello)
Na Grécia antiga e no inicio do império romano, lideres sociais, como Aristóteles, Platão e o imperador Justiniano, escreveram sobre as questões enfrentadas pelas pessoas surdas daquela época. Durante a historia da civilização ocidental, variavam as atitudes com as pessoas que eram surdas. Algumas sociedades as protegiam, outras as ridicularizavam, perseguiam e também causavam suas mortes.
Os documentos anteriores aos anos de 1500 mencionaram médicos europeus que trabalharam com pessoas surdas. Pedro Ponce de Leon (1520 – 1584), um monge espanhol que talvez tenha sido o primeiro professor de alunos surdos. William Holder e John Wallis, os quais viveram nos anos de 1600, foram responsáveis pela instituição de programas educacionais para surdos na Inglaterra. E por volta de 1700 foram fundadas escolas para surdos.
(Retirado do livro: Introdução à educação especial ensinar em tempos de inclusão. Deborah Deutsch Smith).

No Egito, os Surdos eram adorados, como se fossem deuses, serviam de mediadores entre os deuses e os Faraós, sendo temidos e respeitados pela população.
Na época do povo Hebreu, na Lei Hebraica, aparecem pela primeira vez, referências aos Surdos.
Na Antiguidade os chineses lançavam-nos ao mar, os gauleses sacrificavam-nos aos deuses Teutates, em Esparta eram lançados do alto dos rochedos. Na Grécia, os Surdos eram encarados como seres incompetentes. Aristóteles, ensinava que os que nasciam surdos, por não possuírem linguagem, não eram capazes de raciocinar. Essa crença, comum na época, fazia com que, na Grécia, os Surdos não recebessem educação secular, não tivessem direitos, fossem marginalizados (juntamente com os deficientes mentais e os doentes) e que muitas vezes fossem condenados à morte. No entanto, em 360 a.C., Sócrates, declarou que era aceitável que os Surdos comunicassem com as mãos e o corpo.
(https://pt.wikipedia.org/wiki/Historia_dos_surdos)

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