segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Sou Humano

RESENHA

                                                                                          (WERNECK, 2006)
Claudia Werneck é jornalista, escritora, especialista em Comunicação e Saúde pela Fundação Oswaldo Cruz e fundadora da Organização da Sociedade Civil Escola de Gente.


“De que modo se sente uma pessoa quando o mundo não reconhece como humano o seu modo de falar, de se expressar, de andar, de se locomover, de ver, de não ver...?” (WERNECK, 2006)
Muitas vezes só sentimos ou nos comovemos com algo quando somos afetados, quando sentimos na pele o que essas pessoas passam. Quando nos colocamos no lugar do outro. Ninguém se sente bem em ser excluído. E essa exclusão pode gerar doenças psicológicas que afetam ainda mais a inserção dessa pessoa na sociedade. 
Vivemos em um mundo de pessoas totalmente diferentes e a tendência do ser humano é negar ou repudiar o que é muito diferente dele. O preconceito não vem só das pessoas intituladas como “normais” e sim já se tornou um bloqueio do próprio excluído. Seja surdo, cego, deficiente físico, deficiente mental, é como se eles já tivessem uma barreira que eles mesmos criaram de que não terão a mesma capacidade dos outros. Eles podem até não ter a mesma, mais terão diferentes e que pode ser fundamental no processo, pois cada pessoa tem o seu valor, sua particularidade, sua qualidade e cada um fazendo sua parte o resultado final será bem sucedido. Eles pensam assim não porque querem, mas porque cresceram com esses preconceitos. Embora não aceitamos a exclusão muitas vezes nos mesmos a fazemos, mesmo quando temos o propósito de valorizar as pessoas com deficiência, nos acabamos segregando as ainda mais.  
Podemos pensar em estratégias de inclusão através de dois processos interagindo positivamente entre indivíduos excluídos e a sociedade. O primeiro é tornar os indivíduos cidadãos plenos, recuperando as competências do ser, estar, fazer, criar, saber e ter. O segundo é ter uma sociedade que acolhe e ama o próximo. Porque o primeiro passo é mudarmos a nós mesmos.







        Michelle Brenda do Nascimento Vieira, cursando 2º semestre de Pedagogia na Faculdade Adventista da Bahia. Graduada em Gestão de Recursos Humanos pela Universidade Estácio de Sá.


1 comentários:

Fábio Madureira disse...

parabéns

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