RESENHA
O desafio da inclusão digital na atualidade encara desafios que visam informar e integrar todas as classes sociais em nossa comunidade, tanto pobres quanto ricos e os de classe média, ainda enfrentam o obstáculo de atualizar-se em um mundo que gira em torno da tecnologia da informação, e a disseminação dessa inclusão tem encontrado alguns desafios, tais como, a extrema pobreza e a falta de uma educação de qualidade, dificultando o acesso ao mercado de trabalho e ao enriquecimento do conhecimento pessoal e profissional.
Segundo Diniz (2007), a inclusão digital nos remete à busca da reflexão do mundo da localidade, das condições de sobrevivência (emprego, alimentação, moradia, etc.) A inclusão digital possui o papel de resgatar os excluídos digitais ao contexto da sociedade movidas pelo processo de criação, produção e sublimação da informação em conhecimento. Atualmente calcula-se que apenas 20% da população brasileira estão incluídos na sociedade da informação. Ou seja, a maioria das pessoas sofre com o problema da exclusão, sem sequer saber que são excluídas.
O desafio é encontrar organizações e governos que estejam dispostos a quebrar esse paradigma e fortalecer projetos de inclusão digital. Segundo as pesquisas do IBGE, 52,9% dos municípios brasileiros tem programas de inclusão social. Segundo Passos (2007) a responsabilidade social pressupões consciência e compromisso das empresas com as mudanças sociais, e impõe que elas reconheçam sua obrigação com os seres humanos e a construção de uma sociedade mais justa, honesta e solidária.
Segundo Freire (2003), “A chamada brecha digital preocupa não apenas porque a diferença de renda entre providos e desprovidos de tecnologia digital tende a aumentar numa época de forte inovação tecnológica, mas pela oportunidade de diminuir esta desigualdade pelas vias dos ganhos dos mais pobres”.
Mediante as pesquisas de campo realizadas por Bergamo e Gonzalez Jr realizadas na cidade de Cachoeira, Bahia, empresários que decidiram adotar em suas organizações a inclusão digital, obtiveram resultados surpreendentes com os jovens de classe de baixa renda que outrora não tinham acesso à tecnologia da informação, mas que a partir do conhecimento que obtiveram, tornaram os resultados mais satisfatórios, tanto pessoalmente quanto profissionalmente, e quem mais ganhou com isso, a sociedade.
Para muitos alguns anos atrás ter um computador em casa era luxo, hoje ele se tornou uma necessidade. Estamos vivendo em uma era digital, que quem não tem acesso à tecnologia esta ficando para trás no mercado de trabalho. E cabe às organizações investirem na aprendizagem dos funcionários, ao governo oferecer cursos gratuitos para a população e implantar laboratórios de informática nas escolas. Mais vamos ser realistas que na classe popular é bem precária a situação, e muitas escolas não têm nem o básico para um ensino de qualidade. Quanto mais investir na área tecnológica. Os alunos muitas vezes deixam de frequentar a escola por terem que trabalhar para ajudar na renda familiar, e os estudos acabam ficando de lado. E cabe a nos lutarmos por isso, pois é direito de todos terem acesso fácil à tecnologia.
O autor Ivo Pedro Gonzalez Junior, Doutorando em Administração pela Universidade Federal da Bahia - UFBA
Mestre em Administração pela UNIFACS. Graduado em Administração com especialização em Administração e Sistemas de Informação e também em Docência do Ensino Superior. Atualmente é coordenador do Núcleo de Estudos do Recôncavo em Administração e Negócios (NERAN) e professor na graduação de Administração e Ciências Contábeis. Também é professor na especialização em Gestão Educacional e Gestão Estratégica.
Mestre em Administração pela UNIFACS. Graduado em Administração com especialização em Administração e Sistemas de Informação e também em Docência do Ensino Superior. Atualmente é coordenador do Núcleo de Estudos do Recôncavo em Administração e Negócios (NERAN) e professor na graduação de Administração e Ciências Contábeis. Também é professor na especialização em Gestão Educacional e Gestão Estratégica.
Michelle Brenda do Nascimento Vieira, cursando 2º semestre de Pedagogia na Faculdade Adventista da Bahia. Graduada em Gestão de Recursos Humanos pela Universidade Estácio de Sá.



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